quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Eduardo Cunha claudio renato borges

Presidente do Conselho de Ética diz que não dará 'vida fácil' a Cunha

Alan Marques - 13.out.2015/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 13.10.2015. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dá entrevista sobre o pedido, feito pelo PSol, de seu afastamento da presidência da Câmara por quebra de decoro parlamentar. de (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
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O processo que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar, apresentado nesta terça-feira (13) pelo PSOL e pela Rede, será comandado por um desafeto do presidente da Câmara.
A tramitação será conduzida pelo deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que em março deste ano derrotou por 13 votos a 8 o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), candidato de Cunha.
"Não vamos apreciar uma representação contra o presidente, mas contra o deputado Eduardo Cunha. Aliás, aqui [no Conselho de Ética] só há espaço para um presidente, que sou eu", diz o deputado, que diz que o Conselho "não vai dar vida fácil" a Cunha.
Sem um aliado de Cunha neste posto-chave, a expectativa é que o processo na Câmara tramite com celeridade no Conselho de Ética.
Ligado ao senador Otto Alencar (PSD-BA) e aliado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT-BA), Araújo admite que não votou em Cunha para o comando da Casa.
E afirma que, sob seu comando, o processo tramitará normalmente, mesmo sendo esta a primeira vez que o conselho vai julgar um presidente da Câmara.
Caberá ao presidente do Conselho indicar quem será o relator da ação dentre três deputados que serão escolhidos por sorteio.
Folha apurou com outros membros do conselho que a expectativa é que a cassação do presidente da Câmara seja aprovada por maioria.
A alegação é que, como o voto é aberto, a maioria dos deputados não terá coragem de votar contra a cassação do presidente da Casa, cuja situação se complicou após a revelação de provas de que ele tem contas na Suíça.
Esses deputados, porém, temem possíveis manobras regimentais, já que o pedido de cassação tem que ser protocolado pela Mesa Diretora –controlada por Cunha–, que tem o prazo de três sessões ordinárias para devolvê-lo ao conselho.
Caso a cassação seja aprovada, caberá ao plenário a decisão final sobre o assunto. A votação também é aberta.
PROCESSOS
Esta é a terceira vez que Araújo preside o Conselho de Ética. Em seu último mandato, comandou os processos de cassação dos então deputados André Vargas, preso na Operação Lava Jato, e Natan Donadon, que cumpre pena por peculato e formação de quadrilha.
Contudo, na atual legislatura, não instaurou nenhum processo para apurar denúncias contra deputados, mesmo tendo mais de 20 parlamentares investigados na Operação Lava Jato.
Segundo Araújo, o conselho só abre investigações quando provocado, como no atual caso de Cunha, que é alvo de ação do PSOL e da Rede. 

sábado, 10 de outubro de 2015

impeachment claudio renato borges

Dilma tenta frear operação de Cunha pelo impeachment

Alan Marques - 7.out.15/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 07.10.2015.. A presidente Dilma Rousseff, junto com o vice-presidente Michel Temer, o ministro do Turismo, Henrique Alves e o prefieto Eduardo Paes, participa da cerimônia Ano Olímpico para o Turismo. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
A presidente Dilma Rousseff
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Com a ameaça de ser deflagrado processo que pode ter como desfecho o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Planalto articula estratégia para frear a movimentação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Com a revelação de novas denúncias contra o peemedebista, o governo tentará carimbar nele a imagem de que age por motivos pessoais, ou seja, por vingança contra a petista.
É uma tentativa de enfraquecer sua legitimidade para dar prosseguimento a um pedido de afastamento da presidente.
Em outra frente, a presidente escalou ministros peemedebistas -como Kátia Abreu (Agricultura), Eliseu Padilha (Aviação) e Henrique Eduardo Alves (Turismo)- para monitorar o comportamento da bancada do PMDB na Câmara e evitar que deputados federais da sigla reforcem o movimento na Casa Legislativa.
Adversário do governo, Cunha indicou a assessores e aliados que anunciará na terça-feira (13) sua decisão sobre o pedido de impeachment ingressado na Câmara pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
A tendência é que ele arquive o pedido, o que levará a oposição a ingressar com um recurso em plenário, que poderá prosperar se tiver a aprovação da maioria simples na sessão parlamentar.
Nesse caso, seria criada uma comissão especial para analisar o tema e a presidente só é afastada se o processo de impeachment for formalmente aberto, o que ocorre com o voto de pelo menos 342 dos 513 deputados federais.
Na reunião ministerial da última quinta (8), os ministros peemedebistas se comprometeram a fazer encontros semanais, às segundas-feiras ou terças-feiras, com os deputados federais do partido para medir a temperatura da bancada federal.
O PMDB é considerado pelos partidos de oposição ao governo federal o fiel da balança para a conquista dos apoios necessários para a aprovação do recurso no plenário da Casa Legislativa.
Preocupada com o início do processo de impeachment, ao qual chamou na última semana de "golpe democrático à paraguaia", a presidente reuniu-se neste sábado (10) com o núcleo duro do Palácio do Planalto e marcou para a manhã da terça-feira (13) reunião da coordenação política para definir uma contraofensiva à articulação na Câmara dos Deputados.
Na sequência, o ministro Ricardo Berzoini (Governo) se reunirá no Palácio do Planalto com líderes da base aliada para repassar a orientação do governo federal e estruturar um discurso comum em defesa do mandato da petista.
A avaliação do Planalto é de que, caso o recurso da oposição seja aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, será difícil reverter o afastamento da petista.
AÇÃO NO STF
Numa outra frente, deputados do PT e do PCdoB recorreram ao STF(Supremo Tribunal Federal) para tentar barrar manobra acertada entre Cunha e a oposição que pode levar ao plenário da Casa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Os deputados Wadih Damous (PT-RJ), aliado do ex-presidente Lula, Paulo Teixeira (PT-SP) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) ingressaram com pedidos para que o STF invalide o procedimento estabelecido por Cunha em caso de rejeição dos pedidos de impedimento.
Na reclamação, Paulo Teixeira alega que todo o rito traçado por Cunha fere a Constituição e a própria lei do impeachment, uma vez que ele adotou normas previstas pelo Regimento Interno da Câmara para tratar do impeachment. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

claudio renato borges

Congresso mantém veto a mudanças no fator previdenciário

Além disso, os senadores e deputados também mantiveram o veto presidencial que derrubou o projeto de lei que determinava o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel
Durante a sessão do Congresso Nacional que está sendo realizada na madrugada desta quarta-feira (23), os deputados e senadores mantiveram o veto ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/15, que acabava com o fator previdenciário. A manutenção deste veto ocorreu após votação em bloco com mais outros 23 projetos de lei derrubados pela presidente Dilma Rousseff.
Além dele, o Congresso Nacional também manteve o veto da presidente contra o projeto de lei que determinava o fim da cobrança de PIS/Cofins (Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o óleo diesel.
A manutenção dos vetos da presidente foi uma vitória para o governo. O final da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis, por exemplo, resultaria em uma perda de receita da ordem de R$ 18 bilhões segundo o Palácio do Planalto. Já as alterações nas regras para aposentadoria gerariam custos extras de R$ 135 bilhões até o ano de 2030.
Em junho, foram vetados pela presidente itens que alteravam a aplicação do fator previdenciário e previam a fórmula 85/95 quando o total resultante da soma da idade do segurado e a soma das frações de tempo e de idade for igual ou superior a 95 anos, se homem, e a 85 anos, se mulher.
De acordo com justificativa do governo ao veto, a alteração realizada pela Câmara e Senado não acompanha a transição demográfica brasileira e traz risco ao equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social. Depois do veto parcial, o executivo editou a Medida Provisória (MP) 676/15, com uma proposta alternativa de cálculo instituindo a fórmula 85/95. Pela MP, a pessoa que já tem o direito de se aposentar por tempo de contribuição pode optar pela não incidência do fator previdenciário caso a soma de sua idade com o tempo de contribuição seja de 95 anos, se for homem (com tempo mínimo de contribuição de 35 anos), ou 85 anos, se for mulher (com tempo mínimo de contribuição de 30 anos).
No entanto, a MP ainda prevê um aumento gradual dessa soma a partir de 2017 até 2022. Em 2017, a soma deverá ser de 96 para os homens e de 86 para as mulheres. Dois anos depois, em 2019, passa a ser de 97 e 87. A partir daí, terá ajustes anuais: 98 e 88 em 2020; 99 e 89 em 2021; e 100 e 90 em 2022.
Com informações da Agência Câmara

sábado, 19 de setembro de 2015

claudio renato borges

"Gilmar Mendes não é ministro, é articulador de forças obscurantistas", diz representante da OAB

Jornal do BrasilEduardo Miranda
O secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, comentou as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes. Gilmar disse, nesta sexta-feira (18), que o governo atual é uma cleptocracia, ainda repercutindo o veto do Supremo ao financiamento empresarial de campanha.
"Gilmar Mendes não é ministro, ele é articulador político das forças mais conservadoras e obscurantistas do Brasil. Ele não representa a sociedade, 70% dela é contra o financiamento de campanha por empresas. O senhor Gilmar Mendes, articulado com Eduardo Cunha (presidente da Câmara), foi majoritariamente derrotado", criticou Arantes.
Arantes: Gilmar está articulado com Cunha
Arantes: Gilmar está articulado com Cunha
O representante da OAB rebateu o argumento do ministro de que a "governança corrupta" do PT está relacionada à defesa "com tanta força das (empresas) estatais". Ele esclareceu que a Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) proposta pela OAB no Supremo é contra qualquer tipo de financiamento de pessoa jurídica, seja a empresa pública ou privada.
Arantes chamou os argumentos de Gilmar Mendes de falaciosos, como o que o veto à participação de empresas no processo eleitoral abrirá as portas para a prática do "caixa dois". O representante da OAB afirmou que a entidade iniciará um movimento pela fiscalização rigorosa das contas de campanhas, candidatos e partidos.
A direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que não comentaria as declarações do ministro do Supremo.
Ontem, no plenário da Câmara, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) anunciou que entrará, em conjunto com outros parlamentares, com um pedido de impeachment do ministro do Supremo. Damous é ex-presidente da OAB-RJ. "Gilmar Mendes deve lavar a boca antes de falar da Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os requisitos para uma possível propositura contra o ministro estão dados, ele é um atentado à democracia".
Wadih disse, ainda, que o ministro deveria esclarecer publicamente e prestar contas sobre um instituto de direito que seria seu. "Que ele dê esclarecimentos sobre seu instituto de direito público, dizer quais são os órgãos públicos com os quais ele tem convênio e prestar contas sobre a administração daquele instituto, que é muito mal afamado aqui em Brasília".

domingo, 13 de setembro de 2015

Operação Lava Jato

PF quer ouvir Rui Falcão, presidente do PT, na Lava Jato

REDAÇÃO
12 Setembro 2015 | 05:00

No mesmo documento encaminhado ao STF, em que pede para tomar depoimento do ex-presidente Lula, delegado destaca que pretende ouvir também o tesoureiro da campanha de Dilma, José de Filippi Júnior

Rui Falcão. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
Rui Falcão. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
Por Andreza Matais, Talita Fernandes, Beatriz Bulla e Julia Affonso
A Polícia Federal quer ouvir, na Operação Lava Jato, o presidente do PT, Rui Falcão, e José Filippi Júnior, tesoureiro das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da presidente Dilma Rousseff, em 2010. Os nomes do líder petista e do tesoureiro constam do rol de políticos, inclusive ex-ministros dos dois governos Lula e Dilma, submetido pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, 9.
O pedido é do delegado Josélio Sousa, que integra a força-tarefa da Lava Jato perante o Supremo. ao STF. A PF pede 80 dias para tocar as apurações alegando ‘dimensão dos fatos e a quantidade de investigados nos autos’.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Maria Julia Coutinho Evaristo Costa Claudio Renato Borges


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Evaristo Costa Maria Julia Coutinho Wilian Bonner Claudio Renato Borges

Evaristo Costa se emociona com depoimento de pai relembrando a morte do filho no 'Jornal Hoje'

O jornalista precisou conter as lágrimas após a exibição de uma história trágica de violência nesta quinta-feira, 6

Evaristo Costa se emocionou com o depoimento de um pai relatando a morte do filho durante o Jornal Hoje desta quinta-feira, 6.
Ronei Wilson Jurfitz Faleiro, pai de Ronei Junior, relembrou os últimos minutos de vida do filho, que foi espancado por outros jovens na saída de uma festa em Charqueadas, no Rio Grande do Sul.
"Eu entrei na porta, eles já estavam me esperando na porta. Quando eu desci as escadas do clube, veio um tumulto pra cima de mim, do carro e deles. Aí essas pessoas começaram a agredir todos. Eu e os três dentro do carro. Quando eu consegui arrancar, eles soltaram as portas. Nesse meio tempo, eu olho pra trás, e o meu filho diz: 'Pai, eu acho que eu tô com a testa cortada'. E aí eu digo: 'Cara, eu vou levar vocês direto pro hospital'. E dali, infelizmente, ele sangrou até morrer. Até morrer. E é aí que eu me refiro que a gente está vivendo em um mundo sem condições, porque não tinha uma ambulância. Eu sei que as atendentes do hospital tentaram prestar socorro, mas não tinha sangue", contou Ronei.
Ronei Junior, de apenas 17 anos, foi atendido no hospital de Charqueadas, mas teve que ser transferido para Porto Alegre. Ele morreu no caminho.
A familia de Ronei foi morar no interior justamente para fugir da violência das grandes capitais. "Por questões de segurança, resolvemos construir aqui nesse local e ficar residindo aqui e viajando pra Porto Alegre todos os dias pra trabalhar. Todos os dias, ele passava no nosso quarto e dizia: 'Dá o ladinho quente da cama, deixa eu me esquentar aqui com vocês'. A minha atividade exigia que eu viajasse e quando eu viajava eu ligava para casa e ele dizia: 'Pai, não te preocupa, eu tô aqui com a mãe'. E agora eu perdi meu companheiro, eu perdi o meu guardião", lamenta o pai.
Na volta para a bancada, Evaristo estava visivelmente emocionado e precisou conter as lágrimas. "Bom, nossa solidariedade à família do Ronei. Que todas as pessoas que tenham participado disso fiquem presas e paguem pelo que fizeram", disse o jornalista.
Assista ao vídeo completo AQUI.
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Notícia publicada Qui, 6 Ago 2015 as 14:45, por CARAS Digital.

Evaristo Costa Maria Julia Coutinho Wilian Bonner Claudio Renato Borges

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